Depoimento: a importância de basear a escolha profissional em autoconhecimento e pesquisa

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Fundo cinza com foto de uma jovem ao centro.

A coachee Lívia Silveira se espelhou na profissão de seus pais e em alguns de seus gostos para fazer sua primeira escolha profissional. Entretanto, ao trilhar esse caminho, percebeu que aquele ainda não era o seu objetivo verdadeiro. Saiba mais sobre como foi seu processo de reescolha profissional ao longo do coaching no COP Maria Antônia. 

“Então… não sei bem como começar esse texto, até porque acho que não existe um jeito certo, mas vou tentar explicar da melhor maneira possível como foi minha experiência ao  longo desses meses. 

Meu nome é Lívia, eu tenho 19 anos e bom… essa história começa no Colégio. Para quem não me conhece, eu fui aluna do Colégio Santo Agostinho por 14 anos (bastante tempo, eu sei kkk) e me formei ano passado, 2019, e, hoje mesmo, eu estava sentindo uma saudade enorme de lá, das salas, dos corredores, até daquela rampa até o 5° andar que  eu já não aguentava mais subir na terceira semana de aula. Enfim, o Colégio sempre vai  ter um lugar especial no meu coração, afinal, foram tantos retornos, blocos de provas, laboratórios experiências, aprendizados, risos e choros que aquele lugar, por onde passou  tanta gente, se tornou minha segunda casa. Eu poderia falar de inúmeras lembranças boas  que eu tenho de lá; é claro que também tiveram ruins, por que é assim que a gente aprende (pelo menos é o que minha mãe diz kk); mas essas a gente releva porque, sem dúvida, o  melhor de tudo foi poder crescer e ter a oportunidade de me inspirar em tanta gente  maravilhosa que fez parte da minha vida; e como disseram no meu último Momento Cívico, vai ser difícil esquecer dos intervalos no Abracadabra, das idas à Capela durante as aulas de religião, das apresentações do Sarandeiros, das conversas com os professores e faxineiros no final das aulas e claro que eu não podia deixar de falar da aulas da Maria Antônia quando eu tinha meus 6/7 anos. 

Depois de todos esses anos ouvindo falar, cada vez de forma mais frequente, sobre  ENEM, Unicamp, FUVEST, Ciências Médicas, PUC, Unifenas e tantas outras faculdades,  me parecia uma coisa simples escolher um curso; você tem afinidade em uma área e é só  escolher algo dentro disso, pronto. O que eu não imaginava é que além da pressão que  todo vestibulando sofre simplesmente pelo peso da palavra “vestibular”, escolher um curso  é algo muito mais profundo e complexo do que olhar e pensar “gostei”. Antes de conversar  com a Maria Antônia, foi mais ou menos assim que aconteceu:  

Vou fazer Odontologia, papai é dentista e deve ser legal… mas e se eu fizer Medicina??  Eu adoro hospital e médico tem um salário muito bom… pensando bem, arquitetura deve ser melhor, construção, fazer projeto… só que não sou muito chegada em decoração, melhor ir para alguma engenharia… decidi: Medicina. 

Obviamente que não deu certo. 3 meses depois, estava eu sem saber o que queria  novamente. Foi nesse momento que minha irmã me convenceu a passar por esse processo e com certeza foi uma ótima decisão; depois de muito conversar, pensar, refletir e pesquisar, pela primeira vez, eu estava me entendendo, entendendo o porquê da forma  que eu agia em determinadas situações e como cada uma dessas situações moldaram quem eu sou hoje e ajudaram a lapidar meus valores, que eram defendidos de forma  inconsciente. Depois de mais algumas semanas de pesquisa e leitura eu já sabia o que eu  iria escolher… agora eu posso dizer que sei o que eu quero: Ciências Aeronáuticas. Fico  muito feliz e orgulhosa da decisão que eu tomei, e sou extremamente agradecida aos meus pais e à Maria Antônia que me ajudaram a ver o que eu não conseguia; é claro que, de vez em quando, ainda me dá um frio na barriga e eu penso “será?”, mas, nesse momento, eu repito para mim mesma: só porque não é o que todo mundo faz, não significa que esteja errado”. 

Lívia Silveira

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