A coachee Flávia Helena não tinha respostas para as principais perguntas que costumam auxiliar na escolha de curso superior. Após se reconectar com seus valores no processo de coaching no COP Maria Antônia, ela conseguiu tomar impulso e, hoje, já coleciona conquistas das quais tem muito orgulho. Conheça sua história a seguir.
“No Ensino Médio, me deparei com a fase mais indecisa da minha vida (pelo menos, até agora). Um pé na fase adulta, e outro na minha infância. Aquela mistura de coragem e imprudência, almejando a maioridade o mais rápido possível, conflitava com o medo e a insegurança de enfrentar o mundo dos adultos. Inclusive, a frase de que “o mundo não foi feito para iniciantes” nunca havia feito tanto sentido.
Eu me encontrava muito perdida, não só na escolha de qual profissão eu iria seguir, mas em saber em quais áreas eu me daria melhor. Quando me perguntavam em quais matérias eu me saía bem, a resposta não vinha. Se me perguntavam qual eu menos gostava, também não sabia o que dizer. Para mim, não dependia da disciplina lecionada no Colégio, mas do dia. Tinha dia que era X, tinha dia que era Y, tinha dia que poderia ser todas, mas em outros dias eu não gostava de nada. Como alguém consegue escolher o que vai fazer pro resto da vida desse jeito, se nem sequer sabe escolher entre Matemática, Ciências, História, Português e Geografia? Como alguém conseguiria acordar todas as manhãs, o que já reduz o humor de qualquer pessoa, e sair para trabalhar com alegria e prazer? E, como todo estudante, eu me sentia um peixe fora d’água.
Em uma geração em que a vida é constantemente exposta, em que o particular e o público não têm um divisor de águas, tudo é um grande espetáculo, sonhos e idealismos são bombardeados para que compreendamos que o “do outro” é a nossa meta de vida. Mesmo que vivamos em um mundo mais livre, com conquistas tecnológicas, sociais e legais, regredimos na nossa vontade independente de escolha. As oportunidades aumentaram, as ofertas se tornaram mais acessíveis, mas a satisfação pessoal passou a ser raramente saciada. E, para que não nos deixemos levar pelas ilusões projetadas no nosso inconsciente, precisamos saber como olhar para dentro, e foi com a Maria Antônia que eu tive essa oportunidade. Eu percebi quem eu sou, e consegui compreender que todas as respostas que eu procurava lá fora estão somente em mim. Não é uma fórmula mágica. Não é um truque da noite para o dia. São as pequenas coisas da vida, que, quando percebidas, nos permitem sentir a felicidade.
Com o Coaching Profissional, eu pude perceber quais são os meus valores, estes constituídos nas minhas raízes e que me acompanham por toda a minha vida. São eles que me permitem discernir o certo e o errado, a cumprir metas e a evoluir como ser humano. Descobri quais são as minhas virtudes, e como eu posso usá-los beneficamente nos meus círculos sociais, seja na família, na amizade, no trabalho, na faculdade, etc. Também como posso aprimorá-los e explorá-los da melhor maneira possível, fazendo com que a pequena grandeza do meu mundo se torne mais bonita. Também pude perceber meus defeitos e minhas dificuldades, e aprendi a enxergá-los não como algo negativo, mas como desafios que me dão oportunidade de evoluir cada vez mais, sempre me impulsionando a seguir em frente.
Percebendo tudo isso, compreendo quem sou. Uma pessoa única, moldada por todos os caminhos por onde já estive e que me fazem ser quem sou hoje. Alguém que reconhece os próprios erros, que sabe das próprias qualidades, e percebe o que é ser verdadeiramente humana. Atualmente, sei que me orgulho de todas as escolhas que fiz, porque mesmo que não fossem as melhores, me fizeram aprender e não desperdiçar oportunidades. Hoje em dia, estou cursando o 5º período de Direito na PUC-Minas, faço estágio na Procuradoria-Geral do Município de Belo Horizonte, participo de um projeto de Extensão e Pesquisa sobre mulheres e LGBTQUIA+ no sistema carcerário, estou aprendendo o meu 4º idioma e irei participar de uma bolsa de estudos de idiomas na Alemanha concedida pelo DAAD – Deutscher Akademischer Austauschdienst, a maior organização alemã no campo de intercâmbio acadêmico (se a pandemia deixar, claro). Além disso, sei para onde quero caminhar, e onde quero chegar. Aprendi a fazer escolhas e a recusar ofertas, porque compreendi o que é dizer sim para mim.”
Flávia Helena Lelis Silveira