Depoimento: reencontrando a motivação para fazer uma escolha profissional assertiva

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depoimento heitor

O Heitor procurou a Orientação Profissional porque, mesmo sendo uma pessoa curiosa, já não encontrava mais motivação e bons critérios para escolher um caminho profissional. Veja como o COP Maria Antônia auxiliou na reconexão com essa motivação. 

“Em 2021 eu estava no terceiro ano do Ensino Médio e precisava decidir para qual faculdade eu iria querer prestar vestibular/Enem. Eu nunca tinha pensado sobre isso a fundo. Uma parte de mim queria ir para biologia marinha (carreira que queria quando era criança), mas a outra parte ficava receosa disso, já que existe um leque tão grande de cursos lá fora: medicina, física, astronomia, ciência da computação, engenharias. 

Nesse exato contexto, cabia então a mim procurar a respeito disso tudo, a fim de tomar minha decisão. Certamente que eu NÃO consegui fazer isso. Eu acabava sempre me sabotando e deixando essa decisão em segundo plano. Por fim, já estava na metade do ano e a minha dúvida continuava a mesma: Qual graduação quero fazer? 

Foi então que minha tia me recomendou fazer uma Orientação Profissional numa instituição que ela ouviu falar para ajudar na minha decisão. Eu, inclusive, já tinha tido orientação profissional antes na minha escola, mas não tinha sido nada do que eu tinha pensado e acabei saindo de lá ainda indeciso. Dessa forma, meio receoso de que iria funcionar dessa vez, meus pais e eu decidimos tentar de novo e fui pro Centro de Orientação Profissional Maria Antônia que minha tia tinha comentado. 

Preciso dizer que foi fundamental para mim, principalmente por dois motivos. Primeiramente, eu estava sem nenhuma motivação para pensar em graduação naquele momento, então a tarefa de sequer pensar a respeito do futuro já era motivo de desânimo e procrastinação. Além disso, para uma pessoa curiosa como eu, ter uma orientação direcionando que tipo de pesquisas eu deveria fazer para aprender mais sobre as profissões atuais foi muito importante. 

Logo no começo, eu aprendi mais sobre mim mesmo e então consegui discernir com facilidade as áreas que eu tinha e não tinha afinidade. Depois, vieram realmente encontros objetivando explorar os leques de profissões existentes. Esses últimos foram especialmente importantes porque me fizeram pesquisar a fundo e entender melhor coisas que até aquele dia eu tinha negligenciado: como funcionam as universidades, quais cursos existem, as áreas que os mais diferentes profissionais trabalham; e foram também esses encontros que me fizeram vencer a procrastinação e me colocaram no trilho para finalmente pensar no rumo que quero tomar ao entrar na universidade. 

No fim, restaram apenas dois cursos entre os quais eu estava para decidir: Engenharia Aeroespacial e Ciências Aeronáuticas, esse último é basicamente um curso de pilotagem de avião, só disponível em universidades particulares e na Força Aérea. Nesse contexto, minha orientadora Maura me auxiliou muito e encontrou 2 pilotos (1 civil e 1 militar) e 1 engenheiro aeroespacial, e chamou-os para que eu pudesse conversar e trocar ideias para entender como era a profissão que eles exerciam. 

Assim, depois de pensar e conversar muito com essas pessoas e com minha família, eu percebi que tinha muito interesse em explorar coisas novas, então minha decisão acabou sendo em tentar me tornar piloto seguindo pela Força Aérea. Ninguém na minha família é militar, mas vou optar por seguir esse rumo porque, além de ser uma área que me atraiu muito, experimentar algo que nunca vivenciei, tal como o ensino militar, parece ser uma ótima oportunidade. 

Por último, por mais que eu ainda fique um pouco inseguro com o futuro, pensar num trecho da música Aquarela do Toquinho me ajuda bastante: 

“E o futuro é uma astronave 
Que tentamos pilotar 
Não tem tempo, nem piedade 
Nem tem hora de chegar 
Sem pedir licença, muda a nossa vida 
E depois convida a rir ou chorar 

Nessa estrada não nos cabe 
Conhecer ou ver o que virá 
O fim dela ninguém sabe 
Bem ao certo onde vai dar” 

E é exatamente isso. Eu tinha muito medo, mas quando entendi que não preciso planejar toda a minha vida só com base na minha graduação, eu fiquei bem mais tranquilo. Ninguém sabe o que vai ser do futuro, mas eu finalmente consegui decidir que minha forma de tentar pilotar essa astronave vai ser aprendendo a pilotar aeronaves.”

Heitor

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