“Devagar se vai ao longe.”
Diante das mudanças aceleradas ocorridas no mundo das profissões, parece contraditório falar de uma escolha assertiva passo a passo, pouco a pouco. Mas não é. Na realidade atual, convivemos com a instabilidade e a imprevisibilidade do mercado de trabalho e o tempo das carreiras estáveis – que traziam segurança – se foi. Sendo assim, somos convidados a conceber a nossa carreira em um processo de abertura e transformação, inovando, criando e nos conectando com a nossa essência. E isso demanda tempo e paciência.
E como fazer uma escolha assertiva?
A meu ver, não existe outro caminho a não ser voltando para dentro de nós mesmos. Ao nos conectarmos com o que trazemos de MAIOR e MELHOR, também nos conectamos com tudo aquilo que é necessário SABER e FAZER dentro de um universo tão plural e complexo, pois a referência vem de dentro, e não de fora. Nossas escolhas seguem um determinado padrão pautado na nossa rede de influências, nossa história de vida, nossa forma de funcionamento, no ambiente ao qual pertencemos, em nossas características pessoais, nos valores que carregamos… enfim, são inúmeros critérios e fatores que nos levam a fazer nossas escolhas. E quanto melhor nos conhecermos, mais assertivas elas serão.
Bohoslavsky(1998) sugere analisarmos a Deuteroescolha (como escolhemos escolher) ao definirmos diagnóstico em Orientação Profissional. O processo de orientação profissional é uma excelente oportunidade de ajudar o orientando a aprender a fazer suas escolhas, pois assim é possível localizar os fundamentos de sua escolha e ao mesmo tempo uma oportunidade para treinar a capacidade de escolha. Para Schwartz(2005), raramente temos consciência do impacto de nossos valores nas nossas pequenas e grandes escolhas cotidianas. Ter essa noção é importante pois facilita a compreensão dos mecanismos de decisão e valores priorizados a fim de construir posicionamentos mais maduros e eficientes na direção de escolhas mais assertivas.
“A vida é feita de escolhas. Quando você dá uma passo à frente, inevitavelmente alguma coisa fica para trás.” (Caio Fernando Abreu)