Por que e como conhecer a si mesmo?

conhecer a si mesmo

O autoconhecimento é um processo que pode ser muito produtivo, especialmente quando focamos em nossas forças. Veja como conhecer a si mesmo pode ajudar você a construir um projeto de vida único e sem fórmulas.

Os seres humanos são seres construtores de valores, guiados pela instabilidade. Somado a isso, nós vivemos num contexto de constante renovação e, atualmente, o mundo está passando por uma crise de paradigma. Essas mudanças externas se relacionam de diversas maneiras com o processo de conhecer a si mesmo e, neste conteúdo, você vai compreender um pouco mais sobre essa relação.

Na modernidade, a ciência mainstream colocou a razão como única opção para solucionar todas as questões humanas. Mas essa razão traz consigo algumas questões que valem a reflexão. Afinal, existem aspectos que transcendem a racionalidade e dialogam com outras instâncias da nossa experiência humana. 

Veja a seguir algumas reflexões sobre a importância do autoconhecimento, como desenvolvê-lo, ser sua própria referência e construir seu próprio caminho. 

A constante mudança de contexto em que vivemos

Hoje, é possível perceber como as certezas têm prazo de validade, não são absolutas. O que é certo e verossímil hoje deixa de ser amanhã. Diversos fatores contribuem para que este novo paradigma se imponha:

  • a velocidade dos acontecimentos;
  • a substituição contínua do aparato tecnológico;
  • a própria instabilidade humana (quase sempre acompanhada da insegurança);
  • as novidades que surgem em prazos tão curtos de tempo.

O grande desafio, nesta perspectiva, é se perceber como um construtor de novos valores. Ou seja, não apenas se submeter aos valores socialmente impostos, mas conhecer a si mesmo e evoluir a partir desse conhecimento.

Se tudo muda constante e freneticamente, nem mesmo seguir um modelo de padrão social permitiria que uma pessoa fosse aceita pela coletividade e pelas instituições sociais, em geral. Resta, a cada um de nós, perceber a si mesmo como uma medida ou um padrão próprio e customizado. 

A importância de sermos nossa própria referência

As referências e os valores devam ser buscadas dentro de você. Se conectar com esse referencial interno é um meio para conhecer a si mesmo. Eleva a autonomia e a autoestima, fazendo com que a autoconfiança cresça. 

É claro, estes atributos costumam vir acompanhados também de incertezas, mas não é preciso temê-las. Afinal, as mudanças são contínuas e, dificilmente, há clareza acerca do que está por vir. Além disso, são as incertezas que despertam a sabedoria, que só pode ser adquirida com experiências, por mais que você aprofunde seus conhecimentos intelectuais.

Ter a si mesmo como referência e conviver com as incertezas é uma forma de aprender a lidar com o inusitado, promove a criatividade e a adaptabilidade. A intuição torna-se seu guia e possibilita que você esteja sempre aberto às novidades, sem se render a qualquer dogmatismo. A intuição também evita que você se apegue a fórmulas obsoletas que não respondem nem aos seus anseios, nem correspondem às exigências de uma sociedade em contínua transformação.

O caminho para compreender as próprias forças e marcas

No processo de conhecer a si mesmo, a responsabilidade de compreender os seus valores, traços e identidade próprios é sua. Trata-se de levantar elementos que possibilitem a autoconsciência, a compreensão de suas forças, marcas e limites. 

Este autoconhecimento ou consciência de si mesmo é o que pode te levar a buscar o tão almejado equilíbrio e a paz interior almejados. Ao focar em seus potenciais, e não em seus limites, é possível aceitar-se como é e, consequentemente, facilitar essa aceitação por parte das outras pessoas. 

A empatia permite o autoconhecimento, porque nos ensina a não fazer qualquer juízo de valor. Sem a presença do outro, não seríamos capazes de fazer essa conexão. Ou seja, reconhecer e focar nas potencialidades do outro, e nas nossas próprias.

O papel da empatia no processo de autoconhecimento

Nas relações interpessoais, o individualismo e a competição acirrada, muitas vezes, levam à raiva e ao desejo de se afastar até mesmo de pessoas próximas. Essa dinâmica tem total conexão com aquilo que os ingleses chamam de self-deception, “mentir para si mesmo”. Como é possível ter consciência de si ao mentir para si mesmo? A resposta é que a redução do outro, transformando-o em coisa ou objeto de manipulação acaba funcionando como um espelho em que este mesmo indivíduo, que assim age, tende a se deixar manipular, para atingir os próprios objetivos. 

Estar consciente da complexidade humana, perceber que cada ser humano é único e tem o seu real valor, começa com o autoconhecimento e a consequente percepção do que se é capaz, e do que é a própria “marca registrada”. Este aspecto da individualidade, deve estar em constante diálogo com a coletividade. Portanto, é esta dimensão dialógica que permite e possibilita a abertura para com o outro. 

Trabalhando o autoconhecimento, você saberá como estabelecer estratégias assertivas em vários âmbitos da vida, seja no plano pessoal ou coletivo. E, se necessário for, estas estratégias podem e devem ser corrigidas, pois, transcendendo os próprios talentos, sua principal “força” e “marca” é a fidelidade ao ser que se é.

Agora que você absorveu essa reflexão sobre como as mudanças externas e compreensão do outro impactam o seu processo de conhecer a si mesmo, continue investindo nele. Qual é o seu objetivo com o autoconhecimento? Pretende construir um projeto de vida mais conectado ao seu propósito? Conheça os processos de coaching do COP Maria Antônia. 

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